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Quando a ansiedade deixa de ser "normal" na adolescência?

  • psinataliabarbosa6
  • 20 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

A adolescência é uma fase marcada por mudanças intensas. O corpo muda, as amizades mudam, surgem novas responsabilidades, expectativas sobre o futuro e uma busca constante por pertencimento. É natural sentir ansiedade em alguns momentos.

Mas quando esse sentimento passa a interferir na rotina, pode ser um sinal de que algo merece atenção.


Afinal, o que é ansiedade?

A ansiedade é uma resposta natural do nosso organismo diante de situações que percebemos como desafiadoras ou ameaçadoras. Antes de uma prova importante, uma apresentação ou o primeiro dia em uma escola nova, por exemplo, sentir um frio na barriga faz parte da experiência humana.

O problema aparece quando a ansiedade deixa de ser passageira e passa a estar presente na maior parte do tempo.


Sinais que merecem atenção

Nem sempre o adolescente consegue dizer "estou ansioso". Muitas vezes, a ansiedade aparece de outras formas.


Alguns sinais frequentes incluem:

  • preocupação excessiva com situações do dia a dia;

  • dificuldade para dormir;

  • irritabilidade constante;

  • dores de cabeça ou dores de barriga sem causa médica;

  • necessidade de ter tudo sob controle;

  • medo intenso de errar;

  • dificuldade para se concentrar;

  • evitar apresentações, provas ou situações sociais;

  • crises de choro;

  • sensação de falta de ar ou coração acelerado em momentos de estresse.

Cada adolescente manifesta a ansiedade de maneira diferente.


"Mas é só uma fase..."

Essa é uma frase muito comum.

Embora a adolescência realmente seja uma fase de mudanças, sofrimento intenso nunca deve ser tratado como algo "normal" apenas por causa da idade.

Quando a ansiedade impede o jovem de aproveitar a escola, os amigos, os hobbies ou faz com que ele viva constantemente preocupado, vale buscar ajuda.


O impacto das redes sociais

As redes sociais fazem parte da vida dos adolescentes e trazem muitos aspectos positivos. Porém, também podem aumentar sentimentos de comparação, necessidade de aprovação, medo de ficar de fora (o famoso FOMO) e a sensação de que todos estão vivendo uma vida perfeita.

É importante lembrar que aquilo que vemos nas redes representa apenas uma parte da realidade.

Aprender a desenvolver uma relação saudável com o mundo digital também faz parte do cuidado com a saúde mental.


Como os pais podem ajudar?

Os pais não precisam ter todas as respostas, mas algumas atitudes fazem muita diferença:

  • ouvir sem julgar;

  • evitar minimizar os sentimentos ("isso passa", "você está exagerando");

  • acolher as emoções antes de oferecer soluções;

  • incentivar momentos de descanso e lazer;

  • manter uma rotina organizada de sono, alimentação e estudos;

  • procurar ajuda profissional quando perceberem que o sofrimento está persistindo.

O mais importante é que o adolescente saiba que não está sozinho.


E a psicoterapia?

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o adolescente aprende a compreender como seus pensamentos, emoções e comportamentos estão conectados.


Ao longo do processo terapêutico, ele desenvolve estratégias para:

  • identificar pensamentos ansiosos;

  • lidar melhor com preocupações;

  • regular as emoções;

  • enfrentar situações que geram medo;

  • fortalecer a autoestima;

  • desenvolver habilidades para resolver problemas e tomar decisões.

O objetivo não é eliminar completamente a ansiedade — afinal, ela faz parte da vida —, mas ensinar o adolescente a não ser dominado por ela.


Quando procurar ajuda?

Vale procurar um psicólogo quando a ansiedade:

  • acontece com frequência;

  • interfere na escola ou nos estudos;

  • prejudica amizades e relacionamentos;

  • causa sofrimento significativo;

  • leva o adolescente a evitar situações importantes;

  • vem acompanhada de crises de ansiedade ou sintomas físicos recorrentes.


Quanto mais cedo o cuidado começa, maiores são as chances de prevenir que o problema se torne mais intenso.



 
 
 

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© 2022 por Natalia Barbosa.

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